A minha Nintendo DS
Eu sei, eu sei... Gil, mais um dispositivo arcaico? O que vais fazer com isso em 2026? E a resposta é entretenimento puro.

O que quero dizer com isso?
A DS para mim é um dispositivo que me permite fazer um pouquinho de tudo aquilo que gosto, sem algoritmos. Estou ativamente a decidir o que vou fazer até à próxima vez que tiver acesso ao computador, uma vez que não tem ligação à internet, acabando por estar limitada ao conteúdo que eu colocar nela: sejam jogos, livros ou música.
O que tenho feito até agora
Não vão ficar surpreendidos quando disser isto, mas aqui vai: ainda não a larguei desde que a recebi. Tenho jogado alguns títulos que sempre quis experimentar ao crescer e não lhes tinha tido acesso, e a jogar outros tantos que já tinha testado em emuladores e é totalmente diferente quando se joga no hardware original.
Listinha de jogos do momento:

- Rhythm Heaven: a maior surpresa até agora, é viciante, um joguinho de ritmo super simples
- Elite Beat Agents: este foi o jogo que inspirou osu! e tem umas músicas incríveis
- New Super Mario Bros.: este não precisa de apresentações né?
- World Ends With You: o título mais imersivo, jogabilidade bem diferente do que estou acostumado e uma história que ainda estou a descobrir
Ler numa DS?

É uma experiência estranhamente confortável, não sei o que me faz gostar tanto, mas segura-se como um livrinho pequeno, tem-se acesso a poucas palavras por página e o tempo simplesmente voa sem distrações.
Tenho utilizado o DSLibris, um leitor de .epub que tem um modo escuro, marcador de página e algumas definições para tamanho e tipo de letra.
À noite continuo a ler no Pocketbook porque cansa menos a vista e perturba menos o sono.
Música

A nível de música admito que ainda não explorei muito, uma vez que oiço maioritariamente quando estou a correr ou a conduzir, e para esses casos o telemóvel é simplesmente mais prático para já (até comprar o mp3 que tanto quero).
Estou numa fase em que ando a descobrir muita música nova, e tenho utilizado o Youtube Music para isso. Algo que mudei recentemente neste campo foi a forma como escolho o que vou ouvir. Tenho escutado albuns completos apenas: escolho uma banda, o albúm e simplesmente oiço do começo até ao final, tal como antigamente com os CDs.
A DS tem o cartão de memória com a minha biblioteca de música atual completa, já que tem 256GB e ainda estou longe de ocupar tudo isso. Assim, tenho sempre a música que gosto acessível offline também.
Nada garante que daqui a um tempo não me vá cansar deste setup, mas até lá tem sido um bom detox, com mais tempo longe do telemóvel e um consumo mais intencional de media. Ah, e tem sempre aquele bónus de começar conversas quando a utilizo em público!
obrigado por ler,
Gil