Fragmentos da Mente 💭

A minha jornada com o Linux

A ideia para este post surgiu destes dois blogs vizinhos que adoro, ao ler as experiências deles decidi partilhar a minha também. Recomendo que leiam:

Primeira experiência

magalhaes

A minha primeira experiência com o Linux terá sido por volta de 2009/2010 quando um dos meus irmãos recebeu da escola um portátil para os estudos. Este portátil trazia dois sistemas pré instalados: Windows XP e o Linux Caixa Mágica.

Naquela altura acabei por passar a maior parte do meu tempo no Linux pelo simples facto de ter o SuperTux instalado que era um joguinho de plataformas com a mascote do pinguim (engraçado que naquela altura eu nem fazia ideia do porquê do personagem ser um pinguim).

Experiências seguintes

Passados uns anos, eu tive o meu primeiro portátil, que comprei usado, algures em 2015. Este portátil vinha com Windows 8 instalado e esse sistema irritava-me profundamente. Embora eu até ali não tenha tido um computador só para mim, já andava interessado em experimentar sistemas diferentes pelas pesquisas que fazia na internet e vídeos que assistia no YouTube.

Resultado: instalei o Ubuntu, e embora não me lembre da versão exata acho que seria a 12.04.

Posso dizer que nunca mais voltei para o Windows desde então, utilizei sim em dual-boot durante um tempo porque era viciado em League of Legends e a certa altura a Riot Games decidiu que quem rodava o jogo no Linux não podia jogar e devido ao anti-cheat tive de optar por essa opção.

Mas não me fiquei pelo Ubuntu, e aqui entra a fase caótica. Eu comecei a praticar o que apelidamos de “distro hopping”, um pular constante de uma distribuição Linux para outra.

Já não sei dizer ao certo quantas experimentei mas o processo envolvia entrar no DistroWatch e escolher alguma do ranking e simplesmente apagar tudo e instalar uma nova. Manjaro, Mint, Fedora, Kali, variantes do Ubuntu como Kubuntu, Lubuntu, Xubuntu, cheguei até a instalar o Arch sem experiência nenhuma só para de seguida pular para o Slackware e depois para o Gentoo… Eu não sabia o que queria mas adorava experimentar tudo o que este mundo tinha para oferecer.

Chegou uma altura que parei num tal de MX Linux, e lembro-me que a razão foi que naquele meu portátil esta foi a única distribuição em que as drivers para a NVIDIA funcionavam na perfeição. Nas outras distros eu tinha um problema de screen tearing, ao scrollar por exemplo no browser a imagem começava a ficar cortada.

Eu passava também muito tempo a ouvir podcasts sobre Linux, adorava o Linux Action News, Linux Unplugged; assistia a muitos vídeos de youtubers como o Slackjeff, DistroTube, Diolinux, entre outros… Naquela altura não havia nada que me fascinasse mais, e fui aprendendo a usar o terminal, a criar alguns scripts básicos e a corrigir problemas que iam aparecendo quando inventava demais!

Dias de hoje

fedora

Hoje em dia utilizo o Fedora com KDE no desktop, um sistema super estável, com atualizações constantes mas que não causam qualquer problema, e o qual consegui deixar com um visual que me agrada. Nos meus servidores utilizo o Debian. São duas das distros mais utilizadas pelo que não tenho problemas em instalar o software que preciso e em pesquisar caso precise de ajuda com alguma coisa.

Foi uma jornada interessante e de muita aprendizagem, e claro que amadureci muito com o passar dos anos e isso reflete-se na escolha de sistemas também. Hoje só quero um sistema que funcione, seja estável e me permita alguma customização, com privacidade e me ajude a ficar longe da MicroSlop.

Acho que deu para entender o quanto eu gosto de Linux, mas ainda assim quero reforçar que não é complicado como se costuma ler por aí. Evoluiu muito nos últimos anos e salvo algum programa mais obscuro que você esteja mesmo obrigado a utilizar, ou jogos multiplayer com anti-cheat não compatível, aconselho vivamente a que experimente!

obrigado por ler,
Gil 💙